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Urbanismo

Por Mário Thiago Ruggieri

No final da semana passada, os garis da prefeitura fizeram uma boa limpeza nas calçadas de algumas ruas centrais.
É elogiável esse trabalho, tendo em vista que a situação era calamitosa, pois havia mato e entulhos por todo lado.
No entanto, acredito que essa atitude foi emergencial, pois ao contrário, ela estaria descompromissando os verdadeiros responsáveis que são os moradores ou proprietários das residências. Fazer o que é obrigação dos outros é caridade ou interesses políticos.
O problema das calçadas é tão sério, pois trata-se de um espaço público reservado ao pedestre. A ausência de cuidados com esse espaço, demonstra claramente a falta de interesse com a qualidade de vida em nosso meio.
Para mostrar essa situação, citarei alguns exemplos para serem pensados. Além do mato e entulhos acumulados nesse espaço, temos: obstáculos intransponíveis para idosos e deficientes; acúmulo de restos de construção armazenados; os famosos tocos de árvores que há anos estão à espera de apodrecerem; comerciantes que fazem da calçada depósitos de mercadoria; plantação de mandioca; carros estacionados indevidamente sobre a calçada; bares com mesas e cadeiras impedindo a passagem de pedestres; terrenos baldios sem muro e calçada em ruas asfaltadas.
Registro esses problemas que são antigos e o descaso em solucioná-los também.
Sugestões:
1) Os responsáveis pelo trabalho desse setor poderiam visitar as comarcas próximas e verificar como eles conseguem superar esses problemas;
2) Leis existem para serem cumpridas e não para ficarem engavetadas. Caso elas não existam, cabe a Câmara propor, aprovar e o prefeito sancionar e aplicar a lei;
1) Ao invés de gastar recursos públicos, que no momento são escassos, com festa do peão, que pouco contribui para a economia do município, construa calçadas nos prédios públicos, servindo de exemplo aos demais proprietários.
Amigos administradores, os usos e costumes não são permanentes, podem e devem ser alterados conforme a realidade. Assim sendo, está na hora de mudar nossa realidade urbanística. Não se esqueçam: “Errar é humano, persistir no erro é burrice”.
Pacaembu, 30 de janeiro de 2015.

Mário Thiago Ruggieri

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