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Pacaembuense relembra a Copa de 1958 e a paixão pelo futebol

"O esporte era movido pela raça, pela amizade e pelo amor à camisa"

Fonte: Da Redação
12/06/2026

Neste sábado, o coração de milhões de brasileiros voltará a bater no ritmo da bola. Às 19h, a Seleção Brasileira faz sua estreia na Copa do Mundo de 2026 diante de Marrocos, carregando consigo a história de um país apaixonado pelo futebol e o sonho de conquistar o tão desejado hexacampeonato.


Único país pentacampeão do mundo, o Brasil ergueu a taça em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Em cada conquista, ficaram gravados momentos que atravessaram gerações e transformaram jogadores em lendas.


Para falar sobre essa paixão que resiste ao tempo, o Jornal O Pacaembuense conversou com José Idelberto Daloia, de 83 anos. Ex-jogador do futebol amador em Pacaembu, Marília e Pompéia, ele relembra uma época em que o esporte era movido pela raça, pela amizade e pelo amor à camisa.


Ao ser questionado sobre a Copa do Mundo mais marcante que acompanhou, não hesitou:


“Foi em 1958. Pela garra e disposição dos jogadores. Jogavam por amor à camisa.”


Quando o assunto é o atleta que mais o impressionou em uma Copa do Mundo, a resposta vem com a certeza de quem viu a história acontecer: “Indiscutivelmente o Rei Pelé, ele era um atacante muito rápido, forte e inteligente. Pelé chutava bem com os dois pés, sabia driblar como ninguém e fazia gols incríveis. Ele também tinha um salto impressionante para cabecear a bola”.


Sobre a evolução do futebol ao longo das décadas, seu olhar é crítico:


“Deixa a desejar. Há muito interesse financeiro. Não jogam por amor à camisa.”


E o sonho do hexacampeonato? Para ele, a missão será difícil:


“Acredito que não, pela convocação dos jogadores.” Mas, acima de qualquer resultado, José deixa uma mensagem que vai além das quatro linhas:


“O esporte deve ser praticado continuamente, independentemente da idade, pelo bem da saúde física e mental.”


Entre suas lembranças, ele também recorda uma passagem de um antigo long-play de Edson Leite, narrando o desafio da Seleção Brasileira diante da poderosa União Soviética na Copa de 1958:


“Teremos que voltar em campo no dia 15 de julho e desta vez para enfrentar a equipe mais temida por todos, pois a seleção soviética vinha precedida por um cartaz espetacular em torno do seu futebol científico. Aconteceu, porém, que logo no início da partida, graças à atuação de Garrincha, os nossos verificaram que poderiam com improvisação esmagar a ciência do futebol russo.”


Hoje, quase sete décadas depois, o futebol mudou, os estádios mudaram e as gerações se renovaram. Mas permanece viva a mesma esperança que acompanha cada estreia brasileira em Copas do Mundo: a de ver a camisa amarela transformar talento, coragem e paixão em mais um capítulo inesquecível da história do esporte.



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