Há quem deixe a cidade natal em busca de novos caminhos, mas carregue consigo aquilo que o tempo e a distância não conseguem apagar: as raízes. É assim com o fotógrafo Gean Martins Leão, 33 anos, de Pacaembu, que vem construindo sua trajetória profissional por diferentes cidades e hoje se destaca no universo da fotografia.
Atualmente residente em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, Gean encontrou na fotografia muito mais do que uma profissão. Encontrou uma maneira de eternizar instantes, contar histórias e revelar, por meio das imagens, a beleza das pessoas e dos lugares.
Ele deixou Pacaembu em 2011, quando se mudou para a capital paulista. A fotografia entrou em sua vida por volta de 2012 e, durante muitos anos, dividiu espaço com sua atuação na área de gestão de pessoas. Há cerca de dois anos, porém, decidiu dedicar-se exclusivamente à profissão que havia conquistado seu olhar e seu coração.
A experiência de trabalhar diretamente com pessoas também ajudou a formar o fotógrafo que é hoje. Saber ouvir, acolher e criar um ambiente de confiança são, para ele, elementos importantes para que cada pessoa se sinta à vontade diante da câmera.
Fotografar Pacaembu, mesmo estando longe, também é uma forma de reencontrar suas próprias raízes. Cada rua, lugar ou rosto pode despertar uma lembrança e trazer de volta diferentes fases de sua história. “Meu olhar mistura o fotógrafo que sou hoje com o menino que cresceu ali”, conta.
Para quem está começando na fotografia, Gean aconselha a observar antes de tudo. A luz, as expressões e os pequenos detalhes do cotidiano podem revelar imagens especiais. Mais do que equipamentos, ele destaca a importância da sensibilidade, do estudo e da prática.
Em seu trabalho, procura transmitir emoção e valorizar quem está diante da câmera. Seu objetivo é fazer com que cada pessoa se reconheça na fotografia, sinta-se bonita e perceba a importância daquele momento.
Para Gean, uma imagem ganha verdadeiro sentido quando consegue despertar algo em quem a contempla. E, mesmo construindo sua caminhada longe, Pacaembu permanece presente em seu olhar. Ao deixar uma mensagem aos conterrâneos, ele fala sobre raízes, sonhos e coragem para seguir novos caminhos:
“Pacaembu sempre fará parte de quem eu sou. Foi aí que minha história começou. Aos que estão construindo seus sonhos, deixo uma mensagem: valorizem suas raízes e tenham coragem de buscar seus caminhos".
Entre distâncias, novos lugares e diferentes histórias, Gean segue fazendo da fotografia uma forma de guardar o instante. E, talvez, seja justamente esse o encanto de seu trabalho: partir em busca de novos horizontes sem deixar para trás o lugar onde o primeiro olhar aprendeu a enxergar.